1(...) perdoai, amigos, meu linguajar de símbolos tão velados
2. :bailarinos inábeis executando seus primeiros passos num palco gigantesco (sem bordas) sem aplausos — sós nós e uma valsa sem memória a ecoar (a ecoar a ecoar) por toda parte
e não há tempo para temer e não há tempo para chorar: a Valsa não tem perdões, obriga-nos a valseá-la a Valsa não sabe nomes, envolve-nos nos braços a Valsa ela mesma não se chama Valsa — perdoai, amigos, falar-vos nesta linguagem há algo em mim que quer brotar com força: talvez um simples poema talvez (perdoai) apenas esta vontade, imensa, de falar.
A poesia dói dentro de mim como quando meu pai podava a parreira eu ia vendo caírem as folhas eu ia vendo caírem as folhas e ninguém sabia como os ramos derramavam os sons dolorosos
suave coisa nenhuma
ResponderExcluirVi e ouvi você (entrevista) na Rede Minas, e nem fiquei surpreso pela sua serenidade. Parabéns pelo livro.
ResponderExcluirUm abraço.
Darlan M Cunha
serenar as marés
ResponderExcluiré sussurrar.
as sereias cantam
ResponderExcluirque em mim amadurece.
ResponderExcluirDarlan,
ResponderExcluirnesse caso, falar é serenar.
sussurrar nem serena.
ResponderExcluiras sereias não são serenas...
ResponderExcluirbem sei.
ResponderExcluirmas por mais serenas que se mostrem as marés,
o mar não cala.