imagem corriqueira: a menina entrar no mar e ter água até os quadris.
imagem poética (fantástica): as mãos do mar que pegam a menina pelos quadris.
pensamentos consequentes da leitura da poesia: imaginar, porque há coerencia em fazê-lo, que o mar faz a menina dançar no mexer de suas ondas segurando-a pelos quadris. o mar como um parceiro dançarino?
agora resta saber como está o mar: valsa? tango? samba?
bom, mariana, tentei dizer de um jeito que ilustrasse como sua poesia me tirou para a dança, como ela mexeu comigo. Agradou.
A poesia é este olhar, não necessariamente bonito, novo, inusitado que se lança sobre coisas comuns... A poesia aqui é, além disto, bela! Pois nos faz olhar de uma maneira terna para o mar, quase numa acepção de "pai"...
Mariana, tive a oportunidade de conhecer seu trabalho através do programa imagem da palavra é vi em sua poesia o retrato da interioridade do ser humano,pois o Vale do Jequitinhonha que tive oportunidade de conhecer, assim como algumas pessoas nos remete a essa reflexão também. O lirismo bucólico e a simplicidade presente em seus poemas é que os tornam tão atraente,com uma certa musicalidade única.
1(...) perdoai, amigos, meu linguajar de símbolos tão velados
2. :bailarinos inábeis executando seus primeiros passos num palco gigantesco (sem bordas) sem aplausos — sós nós e uma valsa sem memória a ecoar (a ecoar a ecoar) por toda parte
e não há tempo para temer e não há tempo para chorar: a Valsa não tem perdões, obriga-nos a valseá-la a Valsa não sabe nomes, envolve-nos nos braços a Valsa ela mesma não se chama Valsa — perdoai, amigos, falar-vos nesta linguagem há algo em mim que quer brotar com força: talvez um simples poema talvez (perdoai) apenas esta vontade, imensa, de falar.
A poesia dói dentro de mim como quando meu pai podava a parreira eu ia vendo caírem as folhas eu ia vendo caírem as folhas e ninguém sabia como os ramos derramavam os sons dolorosos
será que ana não quer é amar amar e amar.
ResponderExcluirmuuuito fofo. ^^
Beijos,
Ry.
mar&ana
ResponderExcluirbraço de
mar
abraça
forte
envolve a ilha
coragem, Ana,
ResponderExcluirno mar tem onda pra gente mergulhar, quando o mar está manso, a gente pode boiar e quando a gente não quer, molha só os pés...
deixe-se ana
ResponderExcluiras pequenas ondas do mar
sabem envolver os quadris
Ana sabe o que quer e o mar saberá protegê-la... Muito belo.
ResponderExcluirUm beijo.
muito bonito, esse nome ainda o mais literário possível.
ResponderExcluirLindo! Sua escrita é suave e poética ao mesmo tempo.Parabéns!
ResponderExcluirAdorei este blog. Identifiquei-me muito :)
ResponderExcluirEssa 'mão do mar' me ganhou inteira. Lindo.
ResponderExcluirimagem corriqueira: a menina entrar no mar e ter água até os quadris.
ResponderExcluirimagem poética (fantástica): as mãos do mar que pegam a menina pelos quadris.
pensamentos consequentes da leitura da poesia: imaginar, porque há coerencia em fazê-lo, que o mar faz a menina dançar no mexer de suas ondas segurando-a pelos quadris. o mar como um parceiro dançarino?
agora resta saber como está o mar: valsa? tango? samba?
bom, mariana, tentei dizer de um jeito que ilustrasse como sua poesia me tirou para a dança, como ela mexeu comigo. Agradou.
A poesia é este olhar, não necessariamente bonito, novo, inusitado que se lança sobre coisas comuns... A poesia aqui é, além disto, bela! Pois nos faz olhar de uma maneira terna para o mar, quase numa acepção de "pai"...
Grande abraço,
Rodrigo.
Tão pequenino, tão sucinto, e tão belo... Parabéns
ResponderExcluirMariana, tive a oportunidade de conhecer seu trabalho através do programa imagem da palavra é vi em sua poesia o retrato da interioridade do ser humano,pois o Vale do Jequitinhonha que tive oportunidade de conhecer, assim como algumas pessoas nos remete a essa reflexão também. O lirismo bucólico e a simplicidade presente em seus poemas é que os tornam tão atraente,com uma certa musicalidade única.
ResponderExcluirMuito bom, parabéns