quinta-feira, 3 de junho de 2010

frida kahlo. joana d'arc.

17 comentários:

  1. você é as duas? quer ser incendiada, mariana?
    um beijo.
    romério

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  2. sou amiga delas. ou da alma delas. ou do que elas representam de força, de mulher. não que eu queira ser incendiada, mas como diria o gullar: "no mundo há muitas armadilhas".

    um beijo

    mariana

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  3. dá vontade continuar de soluçando.

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  4. Simplesmente fantástico isso!!!!

    São tantas as armadilhas que nossa capacidade de perceber as vezes se confunde.

    Bjo, Nana.

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  5. Olá,
    Tive contato com o teu blog no da Adriana Karnal-Poemas.
    Agora vim conhecê-lo e seguí-lo.
    Desde já és convidada a visitar o meu.
    Saúde e felicidade.
    João Pedro Metz

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  6. audrey hepburn, rita pavone.

    hahaha, meu par de "musas" contrastante.

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  7. clarice lispector, mariana botelho :)

    uia!
    lindona!

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  8. eu sei que é consolo de muita gente crer
    que sofrer melhora a gente mas
    o sofrimento não melhora a gente em nada
    e eu sei que é consolo de muita gente crer
    que a dor quanto mais forte
    por isso mesmo melhor e mais nobre
    no seu efeito de fazer da gente
    gente mais forte, melhor e mais nobre mas
    o sofrimento não melhora a gente em nada
    e eu sei que é consolo de muita gente crer
    que termina mais resistente aquele
    que sobrevive ao pesadelo
    do sofrimento agudo intenso e duro
    mas do meu lote todo até agora
    eu só tirei esse poder pífio
    de reconhecer nos olhos dos outros –
    na caixa do banco, no peixeiro,
    na professora do meu filho, no meu irmão –
    a mesma marca líquida que eu sei
    estar aqui dentro dos meus olhos,
    a marca líquida da corda dos nervos que estica
    e estica até que arrebenta
    e aí só nos resta a todos nós pobres coitados
    esse mesmo corpo típico,
    frouxo,
    e esses mesmos olhos típicos,
    moles,
    e essa mesma corda elétrica solta no ar,
    balançando a mesma nota aguda e surda
    para sempre.

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  9. Paulo, que bom te ver por aqui. Esse seu poema me lembra um do Gullar:



    A alegria

    O sofrimento não tem
    nenhum valor.
    Não acende um halo
    em volta de tua cabeça, não
    ilumina trecho algum
    de tua carne escura
    (nem mesmo o que iluminaria
    a lembrança ou a ilusão
    de uma alegria).

    Sofre tu, sofre
    um cachorro ferido, um inseto
    que o inseticida envenena.
    Será maior a tua dor
    que a daquele gato que viste
    a espinha quebrada a pau
    arrastando-se a berrar pela sarjeta
    sem ao menos poder morrer?

    A justiça é moral, a injustiça
    não. A dor
    te iguala a ratos e baratas
    que também de dentro dos esgotos
    espiam o sol
    e no seu corpo nojento
    de entre fezes
    querem estar contentes.

    Ferreira Gullar

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  10. Lindo o poema do Gullar. Às vezes queria tempo para virar só jogando peteca poética assim! :)

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