Anaïs Nin, Henry e June - Diários não-expurgados (1931-32); trad. Rosane Pinto
Ontem à noite eu chorei. Chorei porque o processo pelo qual me tornei mulher foi doloroso. Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque meus olhos estavam abertos para a realidade - para o egoísmo de Henry, para o amor de June pelo poder, para minha criatividade insaciável que deve preocupar-se com outras e não consegue ser suficiente a si mesma. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Ainda consigo amar apaixonadamente sem acreditar. Isso significa que amo humanamente. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi minha dor e ainda não estou acostumada à ausência dela.
roubado do blog da nina rizzi

Que lindo Nanoca!!!!
ResponderExcluirAdorei ler isso!!!
Um bjao.
talvez,
ResponderExcluira diferença
entre nós
e as crianças
seja mesmo
essa
: crença
essa mulher sou eu, nana.
ResponderExcluire podes roubar. sempre. isso é algo de robin hood: precisa ser socializada a beleza (e não só os meios de produção)
beijos todos :)
Nin e Miller, para quem não sabe, é febre, não carne. E o diário mostra o quanto, por vezes, são tecidos abismos enquanto acreditamos regar campos de flores. Ótimo furto da Nina rsrs!
ResponderExcluirAbraços!