quinta-feira, 16 de julho de 2009

o mundo todo mente
quando faz silêncio

a voz continua
reboando
num verso que não cala

passos idos
ecoam

olhos antigos falam
na memória
a mesma velha
litania

e um grilo

essa paz não existe

16 comentários:

nina rizzi disse...

"paz sem voz
não é paz é medo".

gosto dos teus versos,nanuda.
beijo.

Li disse...

Ai, estou voltando!!! Saudade de tudo isso aqui! Amo o que você escreve, pois tem sensibilidade e verdade... beijo grande lindinha!

José Carlos Brandão disse...

a pedra da memória
esquenta ao sol
ou se molha na chuva
se resfria
adoece
enlouquece

a própria pedra
é viva
quem diria
o poema
que sangra

Mariana Ferreira disse...

se me fosse possível escreveria um palavrão.

Mariana Ferreira disse...

hueoehueoiheuioioe.

Moacy Cirne disse...

Foi dito: tudo que você escreve tem sensibilidade e verdade. Concordo plenamente. E Nina Rizzi a chamou, carinhosamente, de "Nanuda". Puxa, que coisa mais fofa...

Um beijo.

Moacy Cirne disse...

e a sua voz
continua
no balaio de
hoje


um beijo

Ramon Alcântara disse...

Acabei de vim do Oftalmo, ele disse que estou ficando surdo de tanto silêncio em minha volta. entende?


abzzz
bela poesia.

BAR DO BARDO disse...

som
em decibéis abusivos

e o poema medita-nos

ju.perestrelo disse...

Quem pensa que a voz do tempo é o tic-tac do relógio, é porque nunca prestou atenção no silêncio - o tic-tac é só pra você não se perder no meio dele.

Graça Pires disse...

Das litanias da memória...
Beijos.

Anônimo disse...

Ai, Nana!

O tempo passa, o silêncio ecoa e sua poesia aquece-nos

sempre!

Beijos
Renata

Sammyra Santana disse...

Oi, tudo bem?
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Beijos!

Maria Paula Alvim disse...

Saudade dos seus versos, Mariana :). Ótimos, como sempre. Sou sua fã.

J.F. de Souza disse...

A questao nao é o silêncio. E, sim, quando esses ruídos deixam de interferir...

Marcelo Novaes disse...

Mariana,



"Era um silêncio ensurdecedor". Expressão que Nelson Rodrigues gostava de usar.







Beijos,









Marcelo.

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